Sem estomago
Vivendo sem estomago
Ola meu nome é Gil, tenho 25 anos e hoje resolvi criar esse blog com o objetito de apoiar e tirar duvidas de pessoas que vão passar por uma gastrectomia que é a retirada total do estômago, quero contar a minha historia e dividir minhas experiência com vocês.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Recuperação pós-operatória
Recuperação pós-operatória:
No período pós-operatório imediato o paciente deve ficar na sala de recuperação anestésica, quando bem acordado retorna para o quarto. Após uma gastrectomia subtotal, a dieta é iniciada por boca no 3o dia após a cirurgia, se o intestino estiver funcionando. No caso de uma gastrectomia total, entre o 7o e 10o dia. Se uma sonda nasoenteral tiver sido introduzida, a alimentação pela sonda é iniciada no 2o dia após a cirurgia. Inicialmente o paciente começa ingerindo alimentos líquidos, progredindo para alimentos pastosos e sólidos. Antes do início da dieta é realizado um exame onde o paciente ingere um contraste para verificação de possíveis vazamentos. Os drenos são retirados no dia da alta, se dosagem de amilase no líquido drenado for normal.
Tempo médio de internação:
• 5-7dias – gastrectomia subtotal
• 7-10 dias –gastrectomia total
Complicações mais freqüentes:
clínicas
• trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar
cirúrgicas
• sangramento
• pancreatite aguda / fístula pancreática
• vazamento na anastomose gastrojejunal (emenda feita entre o estômago e o jejuno)
• vazamento do coto duodenal (o duodeno é fechado na sua parte proximal, nesta cirurgia)
• dumping (esvaziamento gástrico rápido, provocando diarréia)
Alterações no estilo de vida:
Devido à perda da capacidade de armazenamento do estômago, a quantidade de alimentos que o paciente é capaz de ingerir não é mais a mesma. Geralmente é necessária uma adaptação do hábito alimentar, onde menores porções de comida são ingeridas mais freqüentemente. A perda de peso é freqüente. O dumping melhora com o tempo."
www.cirurgiadocancer.com/imagens/conte…
Como é a vida, alimentação pós a gastrectomia total? Há algum tipo de complicação?
É possível ter uma vida normal sim. É claro que a pessoa submetida ao procedimento não poderá alimentar-se como antes. É como se ela tivesse feito uma cirurgia para a obesidade mórbida, na qual o estômago é reduzido e não há presença de "anel". A injestão de carboidratos é prejudicada e, portanto, ela deve ser controlada. Algumas pessoas apresentam Síndrome de Dumping (quando ingerida uma quantidade de carboidratos como doces, macarrão, pães, etc de maneira inadequada, há uma aumento seguido de queda brusca na glicemia), diarréias freqüentes, alteração hábito alimentar (várias refeições periódicas durante o dia: porque não há o reservatório do estômago), perda de peso e por aí vai. Mas nada que não dê para contornar, muitos adaptam-se logo nos primeiros meses.
A retirada total ou parcial do estômago resulta em conseqüências nutricionais, agudas ou crônicas, perfeitamente prognosticáveis, mas nem sempre ponderadas na terapia pós-operatória. Objetivo - Rever as participações mecânicas e químicas do estômago no aproveitamento do nutriente dietético, e as conseqüências nutricionais da gastrectomia. Resultados - A deficiência energética, com conseqüente perda de peso, acompanha inversamente o volume gástrico remanescente e o tempo pós-operatório; tem a anorexia e diarréia (má absorção) como principais causas, sendo a primeira decorrente de fatores emocionais ou de mediadores químicos de ação hipotalâmica. A diarréia pode ser decorrente da maior motilidade ou do supercrescimento bacteriano intestinais, com o agravante da insuficiência pancreática exócrina e maior esvaziamento da vesícula biliar. A má absorção traz conseqüências não apenas energética-protéica com a perda fecal de gordura e nitrogênio, como também vitamínico-mineral pelo menor aproveitamento da vitamina D e cálcio dietéticos. A anemia verificada no gastrectomizado é conseqüente à diminuição da produção de HCl (e menor solubilização do ferro) e do fator intrínseco (com menor absorção da vitamina B12). Conclusão - Perda de peso e anemia são os sinais de desnutrição mais comumente observados nestes pacientes, em intensidade e duração variáveis dependentes do tipo de cirurgia e do tempo e tratamento nutricional pós-operatório, sendo recomendável o tratamento dietético supervisionado.
Fonte(s):
internet/ yahooresponde
É possível viver sem estômago?
Sim, poderá!!! nos conta o Dr. Evandro Resque Júnior, gastroenterologista clínico. "A cirurgia para a retirada total do estômago se chama gastrectomia, que pode ser parcial ou total. E o paciente viverá, só que com alguns cuidados. A gastrectomia total é realizada principalmente nos casos de neoplasia maligna, e as parciais nos casos de neoplasias menores e de cirurgias bariátricas - redução do estômago -", explica o Dr. Resque.
Mesmo sem o estômago, a pessoa que o teve retirado continuará a digerir alimentos, mas com mais dificuldades e com mais responsabilidades e cuidados. O esôfago passa a ser ligado ao intestino, com a comida seguindo direto. "Sem a passagem pelo estômago, a digestão se processará no intestino delgado, mas sem a ação do ácido clorídrico, então os alimentos não chegarão em condições de serem bem absorvidos no jejuno e no íleo - partes do intestino delgado-", diz Resque. "Além disso, nutrientes importantes como a vitamina B não serão bem absorvidos pelo organismo", completa.
A necessidade de cuidados especiais passa a ser alta. "Os maiores cuidados serão com os nutrientes que deixarão de ser bem absorvidos", explica Resque. "Exames laboratoriais e dietas muito bem elaboradas por nutricionistas experientes são as medidas que ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes", nos conta o doutor.
fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/voce-sabia/e-possivel-viver-sem-estomago,a008c087e60ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
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