É possível ter uma vida normal sim. É claro que a pessoa submetida ao procedimento não poderá alimentar-se como antes. É como se ela tivesse feito uma cirurgia para a obesidade mórbida, na qual o estômago é reduzido e não há presença de "anel". A injestão de carboidratos é prejudicada e, portanto, ela deve ser controlada. Algumas pessoas apresentam Síndrome de Dumping (quando ingerida uma quantidade de carboidratos como doces, macarrão, pães, etc de maneira inadequada, há uma aumento seguido de queda brusca na glicemia), diarréias freqüentes, alteração hábito alimentar (várias refeições periódicas durante o dia: porque não há o reservatório do estômago), perda de peso e por aí vai. Mas nada que não dê para contornar, muitos adaptam-se logo nos primeiros meses.
A retirada total ou parcial do estômago resulta em conseqüências nutricionais, agudas ou crônicas, perfeitamente prognosticáveis, mas nem sempre ponderadas na terapia pós-operatória. Objetivo - Rever as participações mecânicas e químicas do estômago no aproveitamento do nutriente dietético, e as conseqüências nutricionais da gastrectomia. Resultados - A deficiência energética, com conseqüente perda de peso, acompanha inversamente o volume gástrico remanescente e o tempo pós-operatório; tem a anorexia e diarréia (má absorção) como principais causas, sendo a primeira decorrente de fatores emocionais ou de mediadores químicos de ação hipotalâmica. A diarréia pode ser decorrente da maior motilidade ou do supercrescimento bacteriano intestinais, com o agravante da insuficiência pancreática exócrina e maior esvaziamento da vesícula biliar. A má absorção traz conseqüências não apenas energética-protéica com a perda fecal de gordura e nitrogênio, como também vitamínico-mineral pelo menor aproveitamento da vitamina D e cálcio dietéticos. A anemia verificada no gastrectomizado é conseqüente à diminuição da produção de HCl (e menor solubilização do ferro) e do fator intrínseco (com menor absorção da vitamina B12). Conclusão - Perda de peso e anemia são os sinais de desnutrição mais comumente observados nestes pacientes, em intensidade e duração variáveis dependentes do tipo de cirurgia e do tempo e tratamento nutricional pós-operatório, sendo recomendável o tratamento dietético supervisionado.
Fonte(s):
internet/ yahooresponde

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